quarta-feira, 11 de abril de 2007


Vinhovisita
Vivi veio me visitar. Trouxe alegria e vontade de brindar a Dionísio. Vinho, boa conversa, boas lembranças, boas confidências, bom queijo coalho assado na brasa, boa música (flashback dos anos 80), bom papo, bom esquecimento.
A garganta agora está seca. Ou quer água ou quer mais conversa. Conversamos sobre a faculdade, entre um gole de vinho e uma garfada de queijo assado.
Lembrei das vinholadas. Festas improvisadas no centro de humanas da UECE, cuja temática principal seria a de reunir os estudantes em torno de um cara tocando violão e todos bebendo vinho e se confraternizando. Dionísio aprovaria isso, tenho certeza. Quiçá não tenha sido ele a soprar essa idéia nos ouvidos dos ainda imberbes integrantes do Grupo Azul, que praticamente iniciaram essa tradição (hoje desprovida do ideal da confraternização, que pena.. o povinho quer apenas beber, encher a cara e azarar).
Numa dessas, lá da minha época na faculdade, um amigo bebeu demais. Azarou demais. Pegou pesado, com direito a estilete e "me-segura-senão-eu-caio". Eu soube só depois. Só não zoei mais com a cara do cara depois porque quase - quase! - fiquei com dó. Crescemos. Eu o reencontrei anos depois. Casado, pai de quatro filhos, incluindo um contrabando. Responsável. Pai. Marido. Apresentou-me à esposa. Ao dizer o meu nome, os olhos dela brilharam. Ah, é você que é a TM?.... Meu, ela me conhecia!!! anos depois, ele ainda me considerava amiga e falara de mim para a própria esposa! dá para fazer uma idéia do que seja isso? Uma amizade que perdurou anos a fio, graças às lembranças das vinholadas etc? Pena ele , um ano e meio depois do reencontro, ter preferido salvaguardar a moto em detrimento da própria vida. Mas ele sempre fora apaixonado por motos e por velocidade. Aliás, que era um excelente motociclista. Quisera ele tivesse alcançado seu sonho: ter e dirigir uma Harley-davidson. Mas eu o imagino no céu agora, atropelando e encantando anjos e suas liras desafinadas com o ronco poderoso de sua Custer personalizada.

Ah... lembranças que vêm das vinholadas, que me vêm dessa terça roubada de meus afazeres profissionais e domésticos para relembrar amizades tão duradouras quanto o vinho. Amizades tão caras quanto as de Vivi, que vive a alegria de ser feliz, por sua própria conta e risco.

Seria essa a magia do vinho? construir afetividades?

Se for assim, tragam-me , logo!!!, um garrafgão com um canudinho para cada um dos habitantes da terra! Quem sabe, assim. o mundo fosse salvo?

Ah, cogitações... reflexões... Apenas fantasias e espelhos de nossos desejos.

... não é?

Um comentário:

Odeli disse...

VINHOLADAS?
Quem me dera.
Minha mae constuma dizer que eu tenho 45 anos e q sou mais velha do que ela propria.Quizera eu estar nas vinholadas...
Hj eu chamo alguns amigos e bebemos ums aqui e outro acolá.
Mas qnto aos "lembrar de vc", é uma questao irrisólia pensar que isso nao aconteceria.TMvc é show e se um dia eu me casar e ter meus filhinhos e eles te conhecerem eles irao dizer:Mamae ela é q é a Tia TT?.E eu vou responder:é sim meninos, tudo é culpa dela!