sábado, 26 de maio de 2007

Antes de pendurar as chuteiras









Antes de Pendurar as Chuteiras
(Um diálogo sobre fotografia no MSN)

Personagens:


Tetê Macambira - deslumbrada ex-aluna de fotografia do professor Pedro
Pedro Humberto - crítico, fotógrafo e professor do curso de fotografia

Local
: internet

Época
: atual




Tetê: Olha que foto maravilhosa! o que tu achas?

Pedro: Boa luz, cores fortes, sem sombras....

Tetê: Mas só vês o lado técnico?

Pedro: O que queres? Eu sou técnico - era engenheiro antes de ser fotógrafo!

Tetê: Mas não dá para ser só técnico quando se vê essa foto! Olha só a simbologia contida nela!

Pedro:... Tipo?!?...

Tetê: Ora, as meias protegem os pés do atrito com os sapatos, que por sua vez significam trilhas caminhadas, percorridas, idas e vindas, ...

Pedro: A vida, a própria vida....

Tetê (animada): Sim! isso mesmo! já começas a perceber o meu ponto de vista!

Pedro: Os passos que foram dados... ou não

Tetê: Sim!! e estraem penduradas no varal, significam uma parada, um momento ...

Pedro: Um descanso, uma pausa para relaxar...

Tetê: Isso! Ou até mesmo, quem sabe? uma tentativa de se vivenciar os caminhos mais arduamente, mais plenos de.....

Pedro: Dor, calos, ...

Tetê: Isso! representantes das dores do homem. Mas também o título...

Pedro: O que tem o título?

Tetê: "Antes de pendurar as chuteiras". Isso quer dizer que pode ser apenas uma pausa, um hiato na vida, uma preparação para o adeus definitivo....

Pedro: Ou apenas um descanso mesmo.

Tetê: Um instante da cotidianidade roubada do tempo, representando tantas idéias, tantas dores... tantos "calos"...

Pedro: E também chulé.

Tetê: ...?????... heim?...

Pedro: Ora, não posso ver meia sem pensar em chulé. Meias são chuluzentas!

Tetê (indignada): Ah... tá. Esta vai ser a grande, a máxima frase do dia: "Meias são chuluzentas". Imagine só!!!

Pedro: E não é? Aquelas meias fedidas, suadas do dia todo...

Tetê: Tu não tomas jeito mesmo!! continuas o mesmo crítico feroz de sempre!

Pedro: Mas o que foi que eu disse de mais?!?...

Tetê: Naaaaaada, imagina!!! nadinha de nada. Eu é que não vou convidá-lo para ver a MINHA exposição de fotos, nunquinha!

Pedro: Ora, mas os técnicos são necessários. De que será sua exposição; de sapatos?

Tetê: Não!!!!! de cataventos. Sabe aqueles cataventos gigantescos que servem para puxar água nos interiores do Brasil?

Pedro: Sei...


Tetê: Pois! Serão os meus modelos!

Pedro: Bom é que eles não terão muita reclamação a fazer. Ruim é que eles não ofereçam muita mobilidade nem poses diferentes...

Tetê: É, mas no dia da exposição, sumo do teu mapa!

Pedro: Ora, por quê? Cataventos são legais. Implicam na passagem do tempo,

Tetê (perplexa): ?????

Pedro: ... nas forças da natureza, na economia de força bruta graças à inteligência humana,...

Tetê: Sim!!!!!!!!!!

Pedro: Como eu disse, cataventos são legais e não fedem a chulé!

Tetê: Como tu podes dizer um negócio desses?

Pedro: E não é?... Cataventos podem ter ferrugem, inspiram a idéia de ventos, de força, de água sendo bombeada, da vida... Mas não têm pés e, sendo assim, não são chuluzentos.

Tetê (resignada): Tu não tens jeito, mesmo!

Pedro: Mas pode me convidar para quando fizeres tua exposição. Vou adorar ver todos aqueles cataventos...

Tetê: Tá. Porque cataventos não têm chulé.

Pedro: Isso mesmo.

Tetê: E você vai se sentir refrescado só de olhar para aquele monte de fotos de cataventos....

Pedro: Aí, depende.... na exposição vai ter um daqueles ventiladores de cinema, arrastando a gente?

Tetê: Claro que não! Que ideia!

Pedro: Por que não? Olha que ia criar um clima extra, assim.. digamos, interativo.

Tetê: ????

Pedro: Já pensou? O povo olhando aquelas fotos de cataventos rodando e sentindo uma "puxa" brisa no rosto?

Tetê: E eu, pensando apenas em ilustrar com um catavento de verdade, mais um monte daqueles de papel para entregar como lembrança...

Pedro: Que coisa mais infantil.

Tetê: Ora!!! não entendeste a relação?.. de um mero brinquedo de criança à uma realização útil para o homem?

Pedro: Ainda está muito infantil.

Tetê: CHEGA!!!!!! Não vou mais fazer $%$&$@# de exposição coisa nenhuma!

Pedro: Por quê? A ideia de cataventos é legal. Eu só estava brincando com a idéia do ventilador.

Tetê: Desisti dos cataventos. Sou eu agora quem vai pendurar as chuteiras, as meias, tudo! Muito complicado. Vou fotografar agora uma coisa melhor.

Pedro: O quê?

Tetê: A poeira.

Pedro: É... eu acho que tenho que ir... Fui!

Tetê: Hehehehe... é brincadeira, visse?.... Pedro????... Cadê tu?..

Pedro: .....

Tetê: Ué! Ele acreditou!

(Fecham-se os diálogos)


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Pedro Humberto existe e o diálogo sobre a foto acima realmente existiu, obviamente sem todos esses melindres, mais de 60% se deve à minha imaginação, que não é pouca. Também devo acrescentar que Pedro nunca sairia do ar assim, sem aviso prévio. Ele é muito educado para isso.


Mas uma coisa é certa: ele realmente brincou com a idéia de: meias = chulé.

Ele foi meu professor de fotografia há 14 anos atrás, na Casa Amarela. Na época e, se não me engano ainda hoje, foi e é considerado o melhor curso de fotografia da cidade. Pelo menos, para mim, foi. Depois dele, ainda fiz o curso de fotojornalismo, outro de fotografia,... Mas nenhum supera o que eu pude aprender com meu professor, que por mais sério que pareça, tem um senso de humor irônico e extremamente radical.

E, para ele, só de pirraça, dedico esta outra foto que achei na net, e cuja autoria não pude definir:

sábado, 19 de maio de 2007

Mulheres Perfeitas



Assistir a mais um desdobramento de Nicole Kidman parece mais uma absorvente experiência cinematográfica. Sem dúvida, Nicole é uma das raras profissionais do cinema que conseguem se ajustar à nova personagem como se fosse apenas uma troca de vestuário. Ela é intensa. E esse é o único adjetivo que melhor se ajusta à sua "camaleonice". Ora santa, ora pecadora, Nicole nos arrebata, pois parece introjetar em si toda a essência que aquela personagem exige e transmiti-la como sua própria verdade, e não uma verdade alheia. Ela, Nicole Kidman, é um monstro. No bom sentido para o telespectador de suas múltiplas façanhas no telão. Só pela interpretação dela, já vale a pena assistir ao filme.

Nas primeiras cenas, logo me apercebi de estar vendo uma refilmagem. No entanto, continuei, absorvida pelo impacto "Kidman". Fui obrigada, de bom grado, a assistir a todo o filme. E pude deliciar-me com o inesperado "happy end" emprestado da contemporaneidade cada vez mais com temperos medievalescos.

"Stepford's Wives" é o nome original do livro que, na década de 70, foi sinônimo de grito pró-feminista e contra toda a pretensão machista-burguesa masculina. No Brasil, o livro de Ira Levin teve como título "Casa de Bonecas". Já o filme, de 1975, com o título de "As Esposas de Stepford", foi por mim assistido anos depois de sua veiculação numa daquelas noites de insônia acompanhada pela (quase) fiel programação do Corujão. Lembro-me perfeitamente do impacto que o filme me causou, anos atrás. Principalmente pelo final pessimista.

Se o diretor Frank Oz preferiu finalizar de uma outra forma, talvez tenha sido graças à necessidade do "novo homem"; um homem atualizado com as mudanças no plano feminino e que possa acompanhar a mulher sem ter pejo de sua pretensa inferioridade. Pois que um homem não será inferior a uma mulher apenas por não ser ele o Provedor da casa. Ficou isso bem esclarecido no filme, quando Nicole/ Joanna, ao final da trama, quando os outros maridos se revoltam com Matthew/ , dizendo que ele era um "Maricas!", ela rebate enfática mas suavemente: "Não. Que homem!". Os olhos apaixonados e respeitosos dela resumem a mensagem do filme - Sim, é difícil para os homens conviverem com mulheres que lhe parecem superiores, mas aceitá-las, amá-las, respeitá-las é prova da mais profunda masculinidade que uma mulher atual e ativa possa desejar. Isso, sim, é um homem de verdade que deseja ao seu lado uma mulher de verdade e não uma boneca programada para os desejos dele.

Uma fábula modernizada para os tempos atuais.

Críticas negativas? Sempre as há, lógico! Apesar do elenco majestoso, os outros atores mais parecem pertencer ao cenário do que viverem nele. Há uma falta de continuidade, quando, por exemplo, é descoberta a trama e as mulheres enquadram seus respectivos maridos. Nicole, Mathew e Glenn tomam a cena. E lá atrás, todos ficam parados. Inexplicavelmente.

Mas, de qualquer forma, vale a pena assisti-lo. Mas sem grandes expectativas.




Sítio para saber um pouco mais do filme "Mulheres Perfeitas", de 1975: http://www.dvdpt.com/m/mulheres_perfeitas_1975.php

Sítio para comentar sobre este filme:
http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/mulheres-perfeitas/mulheres-perfeitas.asp

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Coração Materno


Coração Materno
esquete teatral tipo play-back

baseada na canção homônima de Vicente Celestino

Personagens: Chico - campônio / Pedro Yuri
Dora - mulher do campônio / Luana Jucá

Maria - mãe do campônio / Jéssica
Fofoqueiros / Luana Normandia e Iago

Meninos jogando bola / Marcelo Filho, Rei
naldo Braga, Guilherme
Narradora / Nayanna Laleska
Tempo: atual
Cenário: estrada e oratório


(Dora está aborrecida. Chico tenta de tudo: abraçá-la, ela o repele; beijá-la, ela se afasta esfregando o rosto com a palma da mão como se estivesse enojada dele. Perceb-se claramente que ela está aborrecida com ele. Desesperado, ele se joga aos pés dela e, enquanto ela vai se afastando, ele - ainda de joelhos - faz súplicas com as mãos e expressão facial)


NARRADORA: Disse um campônio à sua amada: "Minha idolatrada, diga o que quer! Por ti vou matar, vou roubar. Embora tristezas me causes, mulher, quero provar que te quero!"


(Enquanto a narradora recita o texto, Dora e Chico contracenam. Dora parece querer rir, mas prefere testar mais o amor do seu Chico.)
NARRADORA: E o campônio continuou: "Venero teus olhos, teu porte, teu ser. Mas me diga, por favor! Espero a tua ordem! Por ti faço tudo, nada mais me importa, posso matar ou morrer!"

(Nesse instante, Dora se vira com um leve sorriso e "fala" ao marido)

NARRADORA: E a esposa, para brincar com ele, disse-lhe: "Se a tua louca paixão é mesmo de verdade, então parte, vá! agora mesmo e para mim vá buscar o coração inteiro de tua mãe!".

(Chico se levanta ao fim dessas palavras e vai para o outro lado do palco, onde se encontra, desde o início, Maria rezando seu terço. Dora, ao vê-lo sair, cai desesperada, chorando, no chão da estrada. Era tudo uma brincadeira, ele não percebera?)

NARRADORA: E a correr o campônio partiu, como um raio na estrada sumiu. E a sua amada, ficou tal qual uma louca, e na estrada a chorar tombou, caiu. Ao chegar à choupana onde sua mãezinha morava, encontrou-a, ajoelhada, a rezar por ele. O demônio rasgou-lhe o peito, fazendo tombar a pobre velhinha aos pés do altar. tira do peito sangrando da pobre mãezinha o pobre coração.

(Obviamente que, enquanto a narradora diz o texto, Chico surpreendeu a mãe rezando e rasgando-lhe o peito, pegou-lhe o coração, levanta o coração sobre a própria cabeça, com ar de vitorioso, enquanto a narradora prossegue:)


NARRADORA: Com o coração nas mãos, o monstro proclama, muito contente: "Vitória! vitória! aqui está a prova da minha paixão!" e sai, rindo, com o coração.
Mas no meio da estrada caiu e uma perna sua partiu

(Na estrada, os fofoqueiros observam-no e comentam, murmuram, escandalizados. Os meninos jogando bola, acertam-lhe uma bolada, da qual o faz cair e derrubar o coração, que salta longe. Ele fica parado, com cara de quem está sentindo dor na perna, que se machucou)


NARRADORA: Saltou-lhe da mão o pobre coração, que caiu sobre a terra à distância. Nesse instante uma voz ecoou:

VOZ (em off - voz preocupada e doce, típica de mãe): Machucou, filho meu? Vem buscar-me, filho, que aqui estou. Vem buscar-me, que ainda sou teu.

(Música de Vicente Celestino: Coração Materno. Os atores se dão as mãos e agradecem à platéia. Música abaixa. )

CHICO: Boa noite a todos. Esta apresentação tem como objetivo homenagear as mães e reconhecer que coração materno perdoa sempre as mágoas que os filhos fazem. Obrigada, mãe, pelo seu amor incondicional. Esperamos não magoá-las tanto.

TODOS: Feliz Dia das Mães!


(Fecha-se o pano)

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Foto ilustrativa nesta postagem
Título: Mãe
Autor: desconhecido

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Site: http://vagalume.uol.com.br/vicente-celestino/coracao-materno.html
(Música original que inspirou a esquete acima)


Vicente Celestino - Coração Materno

Disse um campônio a sua amada
Minha idolatrada
Diga o que quer
Por ti vou matar
Vou roubar
Embora tristezas me causes, mulher
Provar quero que te quero
Venero teus olhos, teu porte, teu ser
Mas diga, tua ordem espero
Por ti não importa matar ou morrer!

E ela disse ao campônio a brincar
Se é verdade tua louca paixão
Parte já e pra mim vai buscar
De tua mãe inteiro o coração
E a correr o campônio partiu
Como um raio na estrada sumiu
E sua amada qual louca ficou
A chorar na estrada tombou

Chega à choupana o campônio
Encontra a mãezinha ajoelhada a rezar
Rasga-lhe o peito o demônio
Tombando a velhinha aos pés do altar
Tira do peito sangrando
Da velha mãezinha o pobre coração
E volta a correr proclamando
"Vitória! Vitória! Tem minha paixão!"

Mas em meio da estrada caiu
E na queda uma perna partiu
E à distância saltou-lhe da mão
Sobre a terra o pobre coração
Nesse instante uma voz ecoou
"Magoou-se pobre filho meu?
Vem buscar-me, filho, aqui estou
Vem buscar-me, que ainda sou teu!"

Site sobre Vicente Celestino: cifrantiga3.blogspot.com

domingo, 6 de maio de 2007

Teus Olhos





Nossa... como faz tempos!

Visitando o flogão de uma conhecida, dei com a imagem belíssima acima. Mas a mensagem... me fez vasculhar o passado dos meus versos de fundo de gaveta.

Não me perguntem o nome do "muso", não faço a mínima idéia. Foge-me na poeira do tempo seu nome. Mas o seu olhar... isso ainda me lembro. Foi uma das raras vezes que alguém me deixou sem palavras e sem jeito. Ele conseguiu com que eu me sentisse numa "sinuca de bico". Só com suas palavras e... seu olhar.

Costumava ler as revistinhas em quadrinhos na banca da praça, vizinha ao colégio. Como trabalhava pela manhã e estudava à noite, chegava mais cedo e folheava as bandas desenhadas (como se chamam as HQ's em Portugal) preferidas. Comodamente, havia um banquinho para habituées como eu. Instalava-me por lá mesmo e mergulhava na leitura. Certo dia, um rapaz de cachos castanhos e olhos verdes cismou de "puxar" conversa comigo. Ignorei-o ostensiva e insistentemente. Mas ele não se deu por achado; tanto fez, tanto brincou, tanto sorriu que acabei por dar-lhe a atenção que solicitava. Rendeu-me um bom pedaço de conversa deveras prazerosa. Hora da despedida. Com ares de superioridade (nossa, como eu era pedante! argh!!!) fui ensinar-lhe como se despedir de alguém: com um beijinho no rosto. Ato ensinado, girei na minha superioridade superior do tipo crente-que-tá-abafando, quando ele me rodou de volta, me tomou em seus braços e me roubou um beijo. (...). Ufa!... uau... é.. bem... para onde é eu que ia mesmo?... Aí, ele me OLHOU. "Agora aprendi como me despedir". Olhou-me mais uma vez e saímos para as nossas respectivas vidas.

Não foi à toa que, logo chegando em casa, tranquei-me no quarto e tracei as linhas acima. Bonitinhas, não? Engraçadinhas mesmo. Mas não vitais à humanidade. Apenas reminiscências minhas. Das que eu prezo, posto que pertencem a um doce passado. De quando eu quebrei a cara. =P

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Antes do pôr-do-sol



Encontro-me na fase de preferir as comédias românticas. De preferência, as mais românticas que comédias. Assisti, por um mero acaso, um filme que nunca ouvira falar nem encontrara comentário em nenhuma revista: "Antes do pôr-so-sol" ( no original: "Before Sunset"). A-m-e-i-! Uma história simples, mas bem contada.

Vamos ao resumo da ópera? Lá vai: Um escritor está lançando seu livro em Paris e nesse livro em questão, ele narra uma história de amor... sem final definitivo. Os jornalistas que o entrevistam, obviamente, sobre a história do livro e fazem perguntas se aquilo ocorrera de fato com ele, ou seja, ele encontrara uma moça francesa num trem e passara uma noite com ela e se eles se apaixonaram perdidamente um pelo outro? À medida que as perguntas são feitas, flash-backes (é assim mesmo que se escreve? nunca sei como pluralizar direito esses barbarismos) vêm à mente dele... com cenas da tal garota. Quase ao fim da entrevista, a mesma garota das lembranças dele, só que um pouco mais velha, adentra a livraria e acena discretamente para ele. Ele a vê, acena de volta e se despede de todos. Tem que pegar um avião de volta aos Estados Unidos. Só que antes, ele pretende fazer um passeio pelas proximidades de Paris com a tal garota. E, sinceramente, vocês não vão querer que eu conte o resto e estrague um bom filme, não é??

Assistam! Vale a pena o aluguel na locadora. Detalhe interessante: nenhum beijo, nenhuma cena de sexo. A conversa dos dois é o que importa realmente. E não é assim na vida real? Não nos apaixonamos pelos bate-papos que trocamos com o outro? O beijo ? bom, sim! Mas como pode um relacionamento durar mais de cinco meses só com beijos e algo mais? A troca de idéias é valorizada e embora eles mal se toquem, há intensa sensualidade implícita no ar.

Se puderem, assistam sem grandes expectativas. Apenas curtam. E, por favor, postem alguma coisa, algum comentário, OK? dizendo se já assistiram, se gostaram ou se odiaram e porquê...
Uma das "verdades" do filme poderia ser essa: filmes sem grandes bilheterias nem grandes produções também podem ser bons. Ou: Conversar sempre vale a pena.

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Julie Delpy - A Waltz For A Night
Julie Delpy
Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my thoughts
Let me sing you a waltz
About this one night stand

You were for me that night
Everything I always dreamt of in life
But now you're gone
You are far gone
All the way to your island of rain

It was for you just a one night thing
But you were much more to me
Just so you know

I hear rumors about you
About all the bad things you do
But when we were together alone
You didn't seem like a player at all

I don't care what they say
I know what you meant for me that day
I just wanted another try
I just wanted another night
Even if it doesn't seem quite right
You meant for me much more
Than anyone I've met before

One single night with you little Jesse
Is worth a thousand with anybody

I have no bitterness, my sweet
I'll never forget this one night thing
Even tomorrow, another arms
My heart will stay yours until I die

Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my blues
Let me sing you a waltz


About this lovely one night stand 

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Julie Delpy - A Waltz For A Night (tradução)
Julie Delpy
Deixe-me cantar uma valsa para você
Vinda de lugar algum, vinda dos meus pensamentos
Deixe-me cantar uma valsa para você
Sobre essa única noite

Você foi para mim, aquela noite
Tudo aquilo que eu sonhei na vida
Mas agora você se foi, você se foi para longe
No caminho para sua ilha de chuva

Foi para você apenas coisa de uma noite
Mas você foi muito mais para mim
Apenas para você saber

Eu ouvi rumores sobre você
Sobre todas as coisas ruins que você faz
Mas quando nós estivemos juntos a sós
Você não pareceu um jogador

Eu não ligo para o que eles dizem
Eu sei o que você significou para mim aquele dia
Eu apenas queria outra tentativa
Eu apenas queria outra noite
Mesmo que isso não pareça nada correto
Você significou para mim muito mais
Do que qualquer outro que eu encontrei antes

Apenas uma única noite com você, pequeno Jesse
Vale milhares com qualquer outro

Eu não tenho amargura, meu querido
Eu nunca vou esquecer essa coisa de uma noite
Mesmo amanhã, em outros braços
Meu coração será seu até eu morrer

Deixe-me cantar uma valsa para você
Vinda de lugar algum, vinda dos meus pensamentos
Deixe-me cantar uma valsa para você
Sobre essa lindo amor de uma noite só

Fonte: www.vagalume.com.br
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Caso você queira confirmar cenas do filme, pode encontrar algumas no youtube. Basta digitar em search - "Before Sunset":

Trailer do filme> Caso você queira ter certeza que pretende assistir a esse filme, tente ver o trailer antes:
http://www.youtube.com/watch?v=XvFosXeqmDg&mode=related&search=

"Qual o seu próximo livro?" > Com legenda em espanhol, Ethan Hawke faz uma menção à questão literária. Como o filme trabalhou muito o improviso, não é difícil que o ator esteja falando de si mesmo e não seja a personagem. Confira!
http://www.youtube.com/watch?v=ezLOQUnAxyI

No café > os dois saem, quase às escondidas da livraria e vão a uma cafeteria. Os dois ainda estão se tateando... mas.... (legendas em algo incompreensível para mim)
http://www.youtube.com/watch?v=OTpxKdbgbis&mode=related&search=

"The Best part of Before Sunset" > nos extras, a produtora comenta que a cena rodada dentro do carro é a mais longa, tem 8 minutos. Além da interpretação uníssona de ambos, o diálogo deles, ali, aproximados à força pelo espaço exíguo, torna-se mais e mais verdadeiro, vão caindo as "máscaras". Muito bom!:
http://www.youtube.com/watch?v=9jxtiRjNc1o&mode=related&search=

"Waltz for a night" > Julie Delpy, cantora e atriz francesa, interpreta a canção cuja letra e tradução se encontram acima. A simplicidade e a clareza da voz dela são adequadíssimas ao momento do filme. Encantadoramente revelador. No youtube, sem legendas:
http://www.youtube.com/watch?v=7PCyNMrhxG4&mode=related&search=

Bom, há vários outros. Basta acessá-los. Como diriam os americanos: Enjoy it!

terça-feira, 1 de maio de 2007

Santa Maria de Belém do Grão-Pará







Conheça Belém



A maior cidade da linha do Equador é Belém, carinhosamente apelidada de “Cidade das Mangueiras”. É com essa referência que a capital do estado do Pará é exportada para o mundo inteiro pelo segmento turístico. Maior metrópole do Norte brasileiro, detalhe que credencia a Cidade Morena a ser considerada a porta de entrada para a região Norte, tornando-a Metrópole da Amazônia.
(...)
A inserção definitiva da imagem de Belém no cenário turístico nacional é um desafio (...) para resgatar aos cidadãos de Belém o orgulho com que outrora eles se referiam à capital, crendo que a cidade merece um tratamento digno de grandes capitais impulsionadas pelo turismo.
O trabalho nesse sentido pode ser constatado a partir do símbolo da nova administração, onde se vê a imagem estilizada de uma mangueira. O ícone é de forte apelo para a população que identifica turisticamente a capital como a Cidade das Mangueiras, alusão à grande quantidade dessa árvore nos principais corredores viários do município, formando uma espécie de túnel verde.
Nascida das expedições da Coroa Portuguesa em busca de novos territórios na foz do rio Amazonas, Belém foi fundada a 12 de janeiro de 1616. Foi o Capitão-mor Francisco Caldeira Castelo Branco quem aportou às margens da baía de Guajará para assegurar o domínio da nova terra e resguardá-la do ataque de corsários vindos da Inglaterra e da Holanda.
Belém também é denominada de Cidade Morena, característica herdada da miscigenação do povo português com os índios Tupinambás, nativos habitantes da região à época da fundação. O Censo 2000 informa que a população é de aproximadamente 1.281.279 habitantes, dos quais 54.052 pessoas habitam as 55 ilhas que constituem dois terços do território do município.
O povoamento da capital paraense se originou a partir da margem direita da foz do rio Guamá, no ponto em que deságua na baía do Guajará. Ali foi construído estrategicamente o Forte do Presépio para proteger a cidade. Mais tarde, com a construção do colégio e da igreja dos jesuítas, formou-se o primeiro núcleo de habitantes.
Estruturada, a cidade de Santa Maria do Grão Pará tornou-se a capital do Estado do Maranhão e do Grão Pará, em 1751, englobando todo o extremo norte do Brasil e, depois, passou chamar-se Santa Maria de Belém do Grão-Pará.
Os fatos que circundam a história de Belém tornaram a área do quadrilátero da fundação, roteiro obrigatório para turistas que visitam a capital do Pará. Hoje denominado de Complexo do Ver-O-Pêso, o centro histórico leva o nome de um dos logradouros mais exportados para o trade turístico nacional e internacional: o Mercado do Ver-o-Pêso, porto principal de barcos que chegam à cidade, procedentes de vários lugares.
As embarcações, que emprestam ao Ver-O-Pêso um burburinho riquíssimo culturalmente e muito peculiar, são um detalhe à parte. Mas a vida urbana de Belém sofre influências aquáticas em quase toda a sua totalidade; basta conhecer a rede hidrográfica da cidade: as baías do Sol, do Marajó, do Guajará, de Santo Antônio; os rios Guamá, Pratiquara, Murubira, Mari-Mari; igarapés do Tucunduba, Val-de-Cans, do Uma e do Combu; e o Furo do Maguari, só para citar os mais importantes.
O potencial hidrográfico de Belém é enorme pela posição privilegiada entrecortada por baías, rios, igarapés e furos que se espalham na porção continental e na região insular. A baía do Marajó a banha ao Norte; o leste é delimitado pelos municípios de Ananindeua, Santo Antônio do Tauá, Santa Bárbara do Pará e Marituba; o município de Acará e o rio Guamá são o limite ao sul; as baías do Guajará e do Marajó, limitam a cidade a oeste.
É comum ouvir no meio turístico uma referência à chuva de Belém, a clássica expressão “antes ou depois da chuva” em vários meses do ano. No entanto, o período de chuvas mais fortes vai de maio até dezembro.
O mês de julho é o ideal para se desfrutar o verão de Belém. Porém, até novembro, ainda se sente muito do calor belenense. Os termômetros registram nesse período temperaturas que variam de 20 graus mínimos à máxima de 38 graus.


Este site é de responsabilidade editorial da
Coordenadoria de Comunicação Social da Prefeitura (COMUS),
e responsabilidade técnica da Companhia de Informática de Belém (CINBESA)
Redação Site: comus@cinbesa.com.br
Suporte: suporte@cinbesa.com.br
Fonte de pesquisa: http://www.belem.pa.gov.br/app/paginas/conheca.belem.php


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Belém pelos outros:

A epopéia amazônica de João de Jesus Paes Loureiro
"Belém, na tua rede de mangueiras/ na verde solidão das altas horas/ o rio te põe no colo e te acalenta/ o rio te põe no colo e te apascenta/ o rio te põe no colo e te deflora"
(João de Jesus Paes Loureiro)

Fonte: http://www.ufpa.br/bc/bc%20informa/bc_cultura_classicos_paraenses.htm

.. E veio o Amor, este Amazonas
fibras febres
e mênstruo verde
este rio enorme, paul de cobras
onde afinal boiei e enverdeci
amei
e apodreci.

Max Martins
Fonte: http://www.icoaraci.com.br/literatura.htm




Bom Feriado

Espero que o 1º de maio seja realmente um bom feriado para todos nós. Que eu, por exemplo, fique boa de uma vez por todas dessa tremenda gripe. Que todos possam aproveitá-lo da melhor forma que quiserem. (E que meu Bem-querer não trabalhe tanto hoje, porque ele merece - e deve! - descansar). Que ninguém se machuque em alguma manifestação mundo afora.

Aproveitando o ensejo:

@>----,-- que nossos salários sejam dignos;
@>----,-- que haja trabalho para todos;
@>----,-- que haja ética profissional:
@>----,-- que haja polidez no dia-a-dia;
@>----,-- que seja-se o mais o profissional possível;
@>----,-- que o patrão não seja injusto;
@>----,-- que o empregado não seja "abusado";
@>----,-- @>----,-- @>----,-- que isso tudo não seja apenas uma utopia.

Feliz dia 1º de Maio!!!

Toda a Graça de Almada


Alma de minha vida,
poesia de minh'alma,
Graça de poesia,
Almada-mulher.

Cidade encanto
palavra plena d'alma
o Tejo a banhar-te
a poesia a inundar-te

Graça menina a andar-te
Graça poesia a cantar-te
Graça mulher a amar-te.

Feliz cidade! -
que te transformas
em poesia à Graça
e, em graça, resplandeces.

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Graça Maciel é uma poetisa que nos illumina. Além de ser essa encantadora cantora na cidade de Almada, paradisíaco lugar banhado pelo Tejo, é alguém cuja delicadeza transpôs a distância em pixels e me deixou um alento que me ajudou a superar essa gripe horrorosa.

Obrigada, Graça! (ah! e desculpas mil pela poesiazinha de pés quebrados, mas tu vais entender que ainda estou a me recuperar, certo?).

Versos plenos para ti, sempre!

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Veja:
blogue da Graça: Inflorescências
blogue: O homem que gostava de mulheres: